Receita na mesa

Faça um tutu de feijão tradicional em casa

Essa receita é muito tradicional em São Paulo e Minas Gerais

Por Receita na mesa

  • min 30
  • Porções 6
  • Nível Fácil

A iguaria típica da África consiste em feijão cozido, engrossado com farinha e acrescido de pedaços de calabresa e bacon frito. É um ótimo acompanhamento para carnes de arroz. No Brasil esse prato é muito encontrado em estados como São Paulo, Minas Gerais e no interior do Rio de Janeiro.

Ingredientes
  • 500 g de feijão preto cozido
  • 250 g de bacon em cubinhos
  • 250 g de linguiça calabresa em rodelas
  • 100 g de farinha de mandioca
  • 1 cebola picada
  • 3 dentes de alho picados
  • A gosto: sal, pimenta do reino, cheiro verde e óleo


Modo de Preparo

  • Coloque a quantidade de óleo desejada em uma frigideira grande e deixe esquentar. Depois acrescente o alho, a cebola o bacon e a calabresa.
  • Assim que tudo estiver bem douradinho acrescente o feijão já cozido, com um pouco de caldo.
  • Acrescente todos os temperos e deixe cozinhar mais um pouco.
  • Por fim, acrescente a farinha e vá misturando até que atinja a consistência desejada.
  • Depois é só servir!

Você sabia?

- O tutu de feijão é considerado africano por ter sido feito primeiramente por mulheres desse continente, mas na verdade começou a ser servido no Brasil. Era tempo das incursões em busca de ouro e diamante, as negras africanas tinham o dever de cozinhar para os exploradores, mas havia uma escassez de temperos* (pincipalmente do sal, que era muito caro). As escravas então se viravam com o que tinha e acabaram tendo a ideia de engrossar o caldo do feijão que sobrava. 

- Tanto que "tutu" é uma palavra de origem africana, derivada do idioma utilizado em Angola, do termo quimbundo ki'tutu. 

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- A popularidade do tutu no Brasil acompanha a rota dos antigos tropeiros, por isso é mais conhecido em lugares como Minas Gerais e São Paulo. Algumas cidades do interior do Rio de Janeiro e do Paraná também podem entrar nessa lista. 

* Essa escassez de alimentos acontecia porque as cidades aumentavam o número de habitantes de uma forma muito rápida e a infraestrutura não conseguia acompanhar.